Algumas vezes durante a gestação, nos deparamos com uma situação não desejada: a incompatibilidade sanguínea materno-fetal.


Isso pode acontecer:

1- Devido a incompatibilidade ABO entre a mãe e o bebê (ocorre quando a mãe é do grupo O e o bebê de um grupo diferente (A ou B), devido aos anticorpos naturais Anti-A, Anti-B e Anti-AB) ou

2- Quando a mãe possui um anticorpo anti-eritrocitário e o bebê possui o antígeno correspondente. (Geralmente falamos em Anti-D, mas este não é o único anticorpo que pode causar a incompatibilidade.) Para monitorar a segunda situação, um dos exames realizados no pré-natal é a Pesquisa de Anticorpos Irregulares (comumente conhecido como Coombs Indireto). Caso este seja positivo, é importante realizarmos a identificação do anticorpo, e prosseguir com a titulação do mesmo para verificarmos periodicamente se há o aumento ou não do título.

Outro protocolo interessante é identificar a classe do anticorpo (pois apenas os IgGs são capazes de ultrapassar a barreira placentária). Com estas ferramentas, o médico poderá escolher as condutas adequadas a cada gestação.

Ao nascimento, fazemos o ABO/Rh do Recém-nascido e também o Teste da Antiglobulina Direta (comumente conhecido como Coombs Direto). Fazemos este teste para saber se algum anticorpo da mãe se ligou às hemácias do bebê, neste caso é recomendado realizarmos a eluição deste anticorpo, para sua identificação.

Todas estas práticas, junto à clínica do RN, são utilizadas para definir a conduta médica adequada ao RN.